Michael Doublott

Minutos da meia noite

Publicado Por Michael Doublott As segunda-feira, abril 19, 2010



Retirei o texto do meu diário. Pagina de hoje.

"Eu sabia que tudo podia mudar, só não esperava como e muito menos quando isso poderia acontecer.. mas eu sabia, que um dia tudo mudaria...
De algum modo eu sabia que ele me amava, eu podia ver isso em cada palavra em cada frase escrita por qualquer que fosse o idioma, em cada um dos varios SMS que recebi. Mas ainda, eu jamais quisera (ou conseguira) ama-lo com reciprocidade. Algo que eu tinha certeza - sabia disso na boca do meu estômago, no cerne de meus ossos, sabia disso do alto de minha cabeça à sola dos pés, sabia no fundo do meu peito vazio - era que o amor pode dar às pessoas o poder de despedaçar você brutalmente.

Eu fora irremediavelmente despedaçado.

Mas eu precisava dele, precisava dele como de uma droga. Eu o usara como muleta por muito tempo e fora mais fundo do que eu pretendia ir com qualquer outro. Agora não conseguia suportar que ficasse magoado, e ao mesmo tempo não podia impedir que se magoasse. Ele achava que o tempo e paciência me fariam mudar, e embora eu soubesse que ele estava tremendamente errado, sabia também que o deixaria tentar.
Ele era meu melhor amigo. Eu sempre o amaria e isso nunca , jamais seria o suficiente. "

Aconteceu um pequeno (ou grande) desentendimento entre eu e alguem que gostou muito de mim, e embora essa pessoa não acredite eu DE ALGUMA MANEIRA o amei, não como o desejado, ou esperado, mas amei. O que gerou o desentendimento foi a expectativa de um momento que viria e nunca , nunca mais irá chegar. O dia em que nos conheceríamos pessoalmente. Depois de conversarmos eu me senti mal, por que uma única vez tinha sacrificado um cordeiro inocente por egoísmo e por mentiras. Todas elas vindas de mim mesmo e do meu EU desconhecido e destruidor de planetas. Eu parecia uma lua perdida - meu planeta destruído em algum cenário desolado de cinema-catástrofe - que continuava, apesar de tudo, a rodar em torno de uma órbita muito estreita pelo espaço vazio que ficou, ignorando as leis da gravidade e a capacidade humana de imaginar possibilidades.

Falei toda a verdade que tinha dentro de mim, sobre o que sentia, e desisti de toda e qualquer mascara magica que quisesse entrar na minha frente e atrapalhar minha linha de raciocínio e minha revelação e no fundo , bem no fundo do meu peito oco eu sabia que nunca iria poder consertar aquilo que estava fazendo; mas creio que proteger e revelar o que somos de verdade é uma maneira de mostrar o amor.

Chega de Amor! Cheega!

Amor, sentimento irracional... quanto mais você ama alguém, menos tudo faz sentido. Independente de suas intenções e seus pensamentos, o Amor é irracional.

Ele pode pensar duas coisas de mim.

Primeira opção: Que eu sou um louco, por fazê-lo sofrer assim.

Segunda Opção: Meu subconsciente me dava o que eu pensava que queria. Isso era a satisfação de um desejo — um alívio momentâneo para dor ao adotar a ideia incorreta de que ele se importava se eu estava viva ou morta. Projetando o que ele teria dito se A) ele estivesse ali e B) ele, de alguma forma se incomodasse caso algo de ruim acontecesse comigo.
Era provável.

Enfim eu estava ali. Minha internet caíra e com ela a chance de viver algo que eu mesmo ajudei a construir em meses e destruí em minutos. Baixei minha cabeça e sussurrei um "obrigado." Mas acho que o certo seria: "Me Desculpe. Você nunca vai entender. Ninguem nunca vai"

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Esse post pode não ter sentido para alguns leitores, mas exteriorizar isso me fez bem.

Créditos: Algumas partes do texto foram modificadas por mim, mas os pensamentos de Stephanie Meyer me ajudaram bastante.

1 comentários:

Luigi Lopes disse... @ 20 de abril de 2010 15:22

Michael, adorei como sempre seu texto. Ele me pareceu um tanto quanto down, mas você já havia me alertado sobre essa sua faceta. é sempre prazeroso ler suas palvras, desvendar seus mundos,iluminar ou se deixar iluminar por sua poesia...Um abraço!!!

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